Floresta e Ambiente
https://floram.org/article/doi/10.1590/2179-8087.093217
Floresta e Ambiente
Original Article Conservation of Nature

Knowledge and Use of the Flora in a Quilombola Community of Northeastern Brazil

Janaina Araújo dos Santos; Andréa Pereira Silveira; Vaneicia dos Santos Gomes

Downloads: 2
Views: 237

Abstract

ABSTRACT: An ethnobotanical survey was carried out in the Quilombola Community of Serra do Evaristo in the municipality of Baturité, Ceará state, Brazil. We interviewed 41 residents who provided information on the plants used, the types of use, the preparation methods, the purchase location of the plants and their knowledge source. One hundred and fourteen species belonging to 53 botanical families were recorded. Six types of use were reported, with most species being used for medicinal purposes (43% of the species), followed by food (25%), decoration (23%), construction (5%), domestic fuel (3%) and ritualistic purposes (3%). The most cited species were Musa paradisiaca L. (banana), Zea mays L. (corn), Phaseolus vulgaris L. (bean), Citrus sinensis (L.) Osbeck (orange), Melissa officinalis L. (common balm), Aloe vera (L.) Burm.f. (aloe vera), Cymbopogon citratus Stapf. (lemon grass), Mentha sp.(mint) and Psidium guajava L. (guava). The knowledge and use of the plants is part of a cultural heritage passed down through families, and has been helping the survival and maintenance of the Quilombola identity in the studied community.

Keywords

ethnobotany, traditional populations, afro-descendants

References

Albuquerque UP. Introdução à etnobotânica. 2. ed. Rio de Janeiro: Interciência; 2005.

Albuquerque UP. Re-examining hypotheses concerning the use and knowledge of medicinal plants: a study in the Caatinga vegetation of NE Brazil. Journal of Ethnobiology and Ethnomedicine 2006; 2(30): 1-10. http://dx.doi.org/10.1186/1746-4269-2-30. PMid:16872499.

Albuquerque UP, Alves AGC, Araújo TAS. Povos e paisagens: etnobiologia, etnoecologia e biodiversidade no Brasil. Recife: NUPEEA/UFRPE; 2007.

Albuquerque UP, Andrade LHC. Conhecimento botânico tradicional e conservação em uma área de caatinga no estado de Pernambuco, Nordeste do Brasil. Acta Botanica Brasílica 2002; 16(3): 273-285. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-33062002000300004.

Albuquerque UP, Lucena RFP. Métodos e técnicas para coletas de dados. In: Albuquerque UP, Lucena RFP, editores. Métodos e técnicas na pesquisa etnobotânica. Recife: NUPEEA; 2004.

Alencar NL, Santoro FR, Albuquerque UP. What is the role of exotic medicinal plants in local medical systems? A study from the perspective of utilitarian redundancy. Revista Brasileira de Farmacognosia 2014; 24(5): 506-515. http://dx.doi.org/10.1016/j.bjp.2014.09.003.

Almeida-Neto JR, Barros RFM, Silva PRR. Uso de plantas medicinais em comunidades rurais da Serra do Passa-Tempo, estado do Piauí, Nordeste do Brasil. Revista Brasileira de Biociências 2015; 13(3): 165-175.

Almeida VS, Bandeira FPSF. O significado cultural do uso de plantas da caatinga pelos quilombolas do Raso da Catarina, município de Jeremoabo, Bahia, Brasil. Rodriguésia 2010; 61(2): 195-209. http://dx.doi.org/10.1590/2175-7860201061204.

Amorozo MCM. Uso e diversidade de plantas medicinais em Santo Antônio do Laverger, MT, Brasil. Acta Botanica Brasílica 2002; 16(2): 189-203. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-33062002000200006.

Angiosperm Phylogeny Group – APG IV. An udpdate of the Angiosperm Phylogeny Group classiication for the orders and families of lowering plants: APG IV. Botanical Journal of the Linnean Society 2016; 85(4): 531-553.

Araújo FS, Gomes VS, Silveira AP, Figueiredo MA, Oliveira RF, Bruno MMA et al. Efeito da variação topoclimática na fisionomia e estrutura da vegetação da serra de Baturité, Ceará. In: Oliveira TS, Araújo FS, editores. Diversidade e Conservação da Biota na Serra de Baturité, Ceará. Fortaleza: Edições UFC-COELCE; 2006.

Boscolo OH, Fernandes LRRM, Senna-Valle L. Etnobotânica como ferramenta para identificação de indicações geográficas e marcas coletivas em comunidade da região serrana do Rio de Janeiro, Brasil. Revista Geintec 2015; 5(1): 662-1673. http://dx.doi.org/10.7198/S2237-0722201500010006.

Brasil. Resolução nº 510, de 7 de abril de 2016. Dispõe sobre as normas aplicáveis a pesquisas em Ciências Humanas e Sociais. Diário Oficial da República Federativa do Brasil [online], Brasília, DF (2016 maio 24). [cited 2016 May 5]. Available from: http://bit.ly/2fmnKeD.

Brasil. Decreto nº 6.040, de 7 de fevereiro de 2007. Institui a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais. Diário Oficial da República Federativa do Brasil [online], Brasília, DF (2007 fev. 8); Sec. 1 [cited 2016 Oct 14]. Available from: http://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/2007/decreto-6040-7-fevereiro-2007-550693-publicacaooriginal-66733-pe.html

Carneiro MS, Silveira AP, Santos VG. Comunidade rural e escolar na valorização do conhecimento sobre plantas medicinais. Biotemas 2016; 29(2): 89-99. http://dx.doi.org/10.5007/2175-7925.2016v29n2p89.

Diegues ACS. O mito moderno da natureza intocada. 3. ed. São Paulo: Hucitec; 2000.

Diegues ACS, Viana VM. Comunidades tradicionais e manejo dos recursos naturais da mata atlântica. 2. ed. São Paulo: Hucitec-Nupaub; 2004.

Freire LM, Nogueira MJS. Geografia e questão ambiental no estudo de paisagens de exceção: o exemplo da serra de Baturité-Ceará. Boletim Goiano de Geografia 2006; 26(2): 129-150.

Giraldi M, Hanazaki N. Uso e conhecimento tradicional de plantas medicinais no Sertão de Ribeirão, Florianópolis, SC, Brasil. Acta Botanica Brasílica 2010; 24(2): 395-406. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-33062010000200010.

Gomes TB, Bandeira FPSF. Uso e diversidade de plantas medicinais em uma comunidade quilombola no Raso da Catarina, Bahia. Acta Botanica Brasílica 2012; 26(4): 796-809. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-33062012000400009.

Grzebieluka D. Por uma tipologia das comunidades tradicionais brasileiras. Revista Geografar 2012; 7(1): 116-137. http://dx.doi.org/10.5380/geografar.v7i1.21757.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Manual técnico da vegetação brasileira. IBGE, Rio de Janeiro. 2012.

Jardim Botânico do Rio De Janeiro – JBRJ. Flora do Brasil 2020 em construção [online]. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeitro; 2017 [cited 2017 May 10]. Available from: http://floradobrasil.jbrj.gov.br

Lewinsohn T, Prado PI. Biodiversidade brasileira: síntese do estado atual do conhecimento. São Paulo: Editora Contexto; 2002.

Maciel T, Sousa M, Lima AE. Comunidades tradicionais: saberes e sabores dos indígenas de Aratuba aos quilombolas de Baturité-CE. Conexões Ciência e Tecnologia 2016; 10(3): 63-70. http://dx.doi.org/10.21439/conexoes.v10i3.869.

Mantovani W. Conservação de biodiversidade: importância das serras úmidas no nordeste semi-árido brasileiro. In: Oliveira TS, Araújo FS, editores. Diversidade e Conservação da Biota na Serra de Baturité, Ceará. Fortaleza: Edições UFC-COELCE; 2006.

Medeiros MFT, Albuquerque UP. Dicionário brasileiro de etnobiologia e etnoecologia. Recife: SBEE-NUPPEA; 2012.

Moura FBP. Conhecimento tradicional e estratégias de sobrevivência de populações brasileiras. Maceió: Editora da Universidade Federal de Alagoas-UFAL; 2007.

Oliveira C, Borges LEP, Pedroza I, Arnaldo EA, Castro V, Ghetti NC. Estudos do processo de queima da cerâmica pré-historica do sítio arqueológico serra do Evaristo I-Baturité-CE/Brasil. Colloquium Humanarum 2016; 13(1): 116-135. http://dx.doi.org/10.5747/ch.2016.v13.n1.h247.

Pasa MC, Soares JJ, Neto GG. Estudo etnobotânico na comunidade de Conceição-Açu (alto da bacia do rio Aricá Açu, MT, Brasil). Acta Botanica Brasílica 2005; 19(2): 195-207. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-33062005000200001.

Schmitt A, Turatti MCM, Carvalho MCP. A atualização do conceito de quilombo: identidade e território nas definições teóricas. Ambiente & Sociedade 2002; 10(1): 1-10.

Silva AJR, Andrade LHC. Etnobotânica nordestina: estudo comparativo da relação entre comunidades e vegetação na Zona do Litoral - Mata do Estado de Pernambuco. Brasil. Acta Botanica Brasílica 2005; 19(1): 45-60. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-33062005000100006.

Silva FJ, Silveira AP, Santos VG. Plantas medicinais e suas indicações ginecológicas: estudo de caso com moradoras de Quixadá, CE, Brasil. Revista Brasileira de Biociências 2016; 14(3): 193-201.

Silva JA, Bündchen M. Conhecimento etnobotânico sobre as plantas medicinais utilizadas pela comunidade do Bairro Cidade Alta, município de Videira, Santa Catarina, Brasil. Unoesc & Ciência-ACBS, 2011; 2(2): 129-140.

Silva PH, Oliveira YR, Abreu MC. Uma abordagem etnobotânica acerca das plantas úteis cultivadas em quintais em uma comunidade rural do semiárido Piauiense, Nordeste do Brasil. Journal of Environmental Analysis and Progress 2017; 2(2): 144-159. http://dx.doi.org/10.24221/jeap.2.2.2017.1175.144-159.

Treccani GD. Terras de quilombo: Caminhos e entraves do processo de titulação. Belém: Secretaria Executiva de Justiça/Programa Raízes; 2006.

Tropicos.org. Tropicos [online]. Saint Louis: Missouri Botanical Garden; 2017 [cited 2017 May 15]. Available from: http://www.tropicos.org
 

5ce436940e88250a0c5bc099 floram Articles
Links & Downloads

FLORAM

Share this page
Page Sections