Floresta e Ambiente
http://floram.org/article/doi/10.1590/2179-8087.001316
Floresta e Ambiente
Original Article Forest Products

Resistência Natural da Madeira de Sclerolobium paniculatum Vogel a Cupins em Condições de Laboratório

Natural Resistance of Sclerolobium paniculatum Vogel Wood to Termites in Laboratory Conditions

Patricia Hellenn Stallbaun; Edy Eime Pereira Barauna; Juarez Benigno Paes; Nadrielle Charles Ribeiro; Thiago Campos Monteiro; Marina Donária Chaves Arantes

Resumo

O objetivo do trabalho foi avaliar a resistência natural da madeira de carvoeiro (Sclerolobium paniculatum Vogel) a cupins xilófagos em ensaio de alimentação forçada. Para a avaliação da resistência da madeira foram utilizadas 9 toras, de cuja região periférica do cerne foram retiradas 45 amostras de 2,54 × 2,00 × 0,64 cm (longitudinal × radial × tangencial), sendo 5 de cada planta. Foram utilizadas amostras de madeira de Pinus sp. como padrão de comparação. O experimento foi conduzido em frascos de vidro de 600 mL contendo 200 g de areia e 1 ± 0,05 g de cupins do gênero Nasutitermes. Transcorrido o período de ensaio, observou-se que o dano causado pelos térmitas à madeira foi somente superficial. Pela análise geral dos dados, a madeira da espécie testada foi classificada como altamente resistente ao ataque dos cupins, podendo ser indicada para uso em locais com incidência desses insetos.

Palavras-chave

biodeterioração da madeira, ensaio biológico, alimentação forçada

Abstract

This work aimed to evaluate the natural resistance of the coal wood (Sclerolobium paniculatum Vogel) to xylophagous termites in force-feeding assay. Nine logs were used to evaluate the wood strength, which were removed from the core peripheral region of 45 samples measuring 2.54 × 2.00 × 0.64 cm (longitudinal × radial × tangential), five from each plant. Pinus sp. wood samples were usedas a comparison standard. The experiment was conducted in 600 ml glass bottles containing 200 g of sand and 1 ± 0.05 g of Nasutitermes termites. Passed the test period, it was observed that the termites caused only superficial damage to the wood. The overall data analysis indicates that the tested wood was classified as highly resistant to termite attack and may be suitable for use in locations affected by them.

Keywords

wood biodeterioration, biological assay, forced feeding test

References

Abreu RLS, Sales-Campos C, Hanada RE, Vasconcellos FJ, Freitas JA. Avaliação de danos por insetos em toras estocadas em indústrias madeireiras de Manaus, Amazonas, Brasil. Revista Árvore 2002; 26(6): 789-796.

American Society for Testing and Materials – ASTM. ASTM D-1413: standard test method for wood preservatives by laboratory soil-block cultures. West Conshohocken: ASTM; 2005a.

American Society for Testing and Materials – ASTM. ASTM D-2017: standard test method of accelerated laboratory test of natural decay resistance of wood. West Conshohocken: ASTM; 2005b.

American Society for Testing and Materials – ASTM. ASTM D-3345: standard test method for laboratory evaluation of wood and other cellulosic materials for resistance to termites. West Conshohocken: ASTM; 2005c.

Bandeira AG, Miranda CS, Vasconcellos A. Danos causados por cupins em João Pessoa, Paraíba - Brasil. In: Fontes LR, Berti E Fo, editores. Cupins: o desafio do conhecimento. Piracicaba: FEALQ; 1998. p. 75-85.

Bowyer JL, Shmulsky R, Haygreen JG. Forest products and wood science: an introduction. 4. ed. Iowa: Iowa State Press, 2003. 554p.

Carpanezzi AA, Marques LCT, Kanashiro M. Aspectos ecológicos e silviculturais de taxi-branco-da-terra-firme (Sclerolobium paniculatum). Curitiba: EMBRAPA-URPFCS, 1983. 10 p.

Carvalho PER. Espécies arbóreas brasileiras [online]. Brasília: Embrapa Informação Tecnológica; 2010 [citado em 2015 dez 2]. Disponível em: http://livimagens.sct.embrapa.br/amostras/00083860.pdf

Constantino R. Chave ilustrada para identificação dos gêneros de cupins (Insecta: Isoptera) que ocorrem no Brasil. Papéis Avulsos de Zoologia 1999; 40(25): 387-448.

Costa AF, Vale AT, Gonzalez JC, Souza FDM. Durabilidade de madeiras tratadas e não tratadas em campo de apodrecimento. Floresta e Ambiente 2005; 12(1): 7-14.

Dias LE, Jucksch J, Alvarez VH, Barros NF, Brienza S Jr. Formação de mudas de táxi-branco (Sclerolobium paniculatum Vogel): resposta a nitrogênio, potássio e enxofre. Revista Árvore 1992; 16(2): 135-143.

Franke IL. Principais usos e serviços de árvores e arbustos promissores que ocorrem em pastagens no estado do Acre. Rio Branco: Embrapa Acre; 1999. 6 p.

Gomes JI, Silva EMA, Melo ATS. Durabilidade de 15 espécies de madeiras amazônicas em contato com o solo em ambiente sombreado. Belém: Embrapa Amazônia Oriental; 2005. 4 p.

Kambhampati S, Eggleton P. Taxonomy and phylogeny of termites. In: Abe T, Bignell DE, Higashi M, editores. Termites: evolution, sociality, symbioses, ecology. Netherlands: Kluwer Academic Publishers; 2000. p. 1-23. http://dx.doi.org/10.1007/978-94-017-3223-9_1.

Lima RMB. Crescimento do Sclerolobium paniculatum Vogel na Amazônia, em função de fatores de clima e solo [tese]. Curitiba: Universidade Federal do Paraná; 2004.

Lorenzi H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. 2. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum; 2002. 384 p. vol. 2.

Paes JB, Medeiros PN No, Lima CR, Freitas MF, Diniz CEF. Efeitos dos extrativos e cinzas na resistência natural de quatro madeiras a cupins xilófagos. Cerne 2013; 19(3): 399-405. http://dx.doi.org/10.1590/S0104-77602013000300006.

Paes JB, Melo RR, Lima CR. Resistência natural de sete madeiras a fungos e cupins xilófagos em condições de laboratório. . CerneLavras 2007; 13(2): 160-169.

Paes JB. Efeitos da purificação e do enriquecimento do creosoto vegetal em suas propriedades preservativas [tese]. Viçosa: Universidade Federal de Viçosa; 1997.

Panshin AJ, De Zeeuw C. Textbook of wood technology. 4. ed. New York: McGraw-Hill; 1980. 722 p.

Reis YT, Cancello EM. Riqueza de cupins (Insecta, Isoptera) em áreas de Mata Atlântica primária e secundária do sudeste da Bahia. Iheringia: Série Zoologia 2007; 97(3): 229-234. http://dx.doi.org/10.1590/S0073-47212007000300001.

Stangerlin DM, Costa AF, Garlet A, Pastore TCM. Resistência natural da madeira de três espécies amazônicas submetidas ao ataque de fungos apodrecedores. Ciência da Madeira 2013; 4(1): 15-32. http://dx.doi.org/10.12953/2177-6830.v04n01a02.

Stangerlin DM. Monitoramento de propriedades de madeiras da Amazônia submetidas ao ataque de fungos apodrecedores [tese]. Brasília: Universidade de Brasília; 2012.

Steel RGD, Torrie JH. Principles and procedures of statistic: a biometrical approach. 2. ed. New York: McGraw Hill; 1980. 633 p.

Supriana N. Notes the resistance of tropical wood against termites. Stockholm: The International Research Group on Wood Preservation; 1985. 9 p. Doc. IRG/WP/1249.

Willeitner H. Laboratory tests on the natural durability of timber-methods and problems. Stockholm: The International Research Group on Wood Preservation; 1984. 11 p. Doc. IRG/WP/2217.
 

58dd16280e8825585958baed floram Articles
Links & Downloads

FLORAM

Share this page
Page Sections